O assunto que vai ditar o mercado até 2035 (e por que você deveria se importar hoje)

Se você acompanha o mercado de inovação, provavelmente passa os dias lendo sobre novas rodadas de captação, avanços em IA e teses de escala rápida. Mas hoje, quero te convidar a dar um passo para o lado e olhar para uma engrenagem que começou a girar nos bastidores e que vai ditar as regras do jogo econômico no Brasil pelos próximos dez anos: o Plano Clima.

Se você ouviu esse nome por aí e pensou “ah, isso é burocracia do governo” ou “é assunto para grandes indústrias poluentes”, garanto que vale a pena recalcular essa rota.

Vamos tomar um café e bater um papo rápido sobre o que está acontecendo?

Tá, mas o que é isso na prática?

Pense no Plano Clima como o grande mapa de navegação do Brasil até 2035. O objetivo dele é guiar o país rumo à economia de baixo carbono e nos preparar para lidar com as mudanças climáticas que já batem à porta.

Ele se apoia em dois pilares principais:

  1. Mitigação: Basicamente, fechar a torneira das emissões de gases de efeito estufa (descarbonizar a indústria, investir em transição energética, incentivar a economia circular).
  2. Adaptação: Preparar nossas cidades e a infraestrutura para resistir a eventos climáticos extremos.

E o que o ecossistema de startups tem a ver com isso?

Tudo. O Plano Clima não é um manifesto ambiental; ele é um direcionador de fluxo de capital.

Para onde o governo e as grandes corporações vão olhar até 2035? Para soluções que resolvam essas dores. Isso significa que subsídios, incentivos fiscais e linhas de crédito verde vão inundar o mercado.

  • Se você é founder: startups que ajudam a medir emissões, otimizar energia ou transformar resíduos (as famosas climatechs, mas não só elas) estarão no centro dos holofotes.
  • Se você é investidor anjo: mitigar o risco climático no portfólio virou o novo básico. Olhar para as startups sob a ótica da resiliência climática é o que vai garantir exits de sucesso ali na frente. Quem ignorar isso agora corre o risco de ficar com ativos obsoletos nas mãos.

O ecossistema de startups é o motor de agilidade que o mundo precisa para tirar esse plano do papel. A velha economia não consegue mudar rápido o suficiente; nós conseguimos.

Como a PUC angels entra nessa jogada?

Nós não queremos apenas assistir a essa transição de camarote; queremos liderar o ecossistema nessa direção.

É por isso que o Comitê ESG da PUC angels, liderado por mim, Camila Duarte, montou um Grupo de Trabalho super focado em mastigar esse tema e trazer letramento prático para a nossa comunidade.

A partir de agora, as queridas Livia Andrade, Hellen Bandeira, Lilian Lacerda, Marcela Poletto e Marcia Gomes estão unindo forças na criação de conteúdos estratégicos, pautas e insights para apoiar cada um de vocês nessa jornada de descobertas. Queremos que a nossa rede seja a mais preparada, resiliente e estratégica do mercado de venture capital.

Fique de olho na sua caixa de entrada e nas nossas redes, porque vem muita coisa boa por aí.

A transição para a nova economia já começou. A pergunta que fica é: o seu portfólio está pronto para ela?

Um abraço e até a próxima,

Camila Duarte

Presidente do Comitê ESG & Impacto Positivo – PUC angels

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